Israel vai reabrir Esplanada das Mesquitas neste domingo

Autoridades reforçam a segurança em Jerusalém após ataque a policiais

Autoridades reforçam a segurança em Jerusalém após ataque a policiais

O ataque desencadeou uma rara conversa telefónica entre o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, que condenou o ataque e defendeu a reabertura deste local de culto. Em pronunciamento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ocorrido e alertou que o incidente pode "inflamar" novos atos de violência.

As autoridades israelitas encerraram de imediato o local e detiveram mesmo o grande mufti de Jerusalém - Mohamed Husein, a mais alta entidade religiosa muçulmana na cidade - quando dirigia as orações perante a multidão nas imediações e apelava à reza na mesquita de Al Aqsa, dentro do complexo que tinha sido encerrado pelas forças de segurança israelitas.

As autoridades israelitas decidiram fechar, na Cidade Velha de Jerusalém, um local de culto do local conhecido pelos muçulmanos como Santuário Nobre e pelos judeus como Monte do Templo, após o ataque em que três devotos muçulmanos mataram a tiro dois agentes da polícia israelita, tendo depois sido abatidos no local.

"A santidade dos sítios religiosos deve ser respeitada como lugares para a reflexão, não para a violência", acrescentou o chefe do organismo internacional.

Dois policiais feridos no incidente faleceram pouco depois do ataque, enquanto um terceiro agente se recuperava de ferimentos leves, segundo a Polícia. Guterres afirmou ainda que seus pensamentos e preces estão com as famílias das vítimas. A União Europeia frisou que Jerusalém é uma "cidade sagrada" para as três principais religiões monoteístas: judaísmo, cristianismo e islamismo.

As visitas turísticas à Esplanada das Mesquitas são normalmente permitidas duas vezes por dia. Na ocasião, Jerusalém foi palco de atentados e confrontos quase diários entre israelitas e palestinos. O Governo afastou-se desses grupos e garantiu em diversas ocasiões que o "status quo" é preservado.

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