Brasil cria 9,8 mil vagas de trabalho com carteira assinada em junho

Carteira de trabalho; emprego; desemprego; direitos do trabalhador; seguro-desemprego; criação de vagas de trabalho; CLT; reforma trabalhista

Carteira de trabalho; emprego; desemprego; direitos do trabalhador; seguro-desemprego; criação de vagas de trabalho; CLT; reforma trabalhista

BRASÍLIA - (Atualizada às 16h55) O Brasil abriu 9.821 empregos com carteira assinada em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho.

Foi a primeira vez desde 2014 que foram abertas vagas formais nos seis primeiros meses do ano. No mesmo período de 2016, houve a demissão de 531.765 trabalhadores com carteira assinada e, em 2015, 345.417 empregos foram fechados. A série histórica, nesse caso, começa em 2002.

Os números do primeiro semestre, assim como dos últimos anos, foram ajustados para incorporar informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro a maio.

Os dados de junho também mostraram mais contratações do que demissões.

Com menor peso no emprego no Amazonas, a agropecuária também criou mais vagas e demitiu menos, em junho, o que resultou em um saldo positivo de 14 postos formais. O setor liderou o encerramento de vagas em junho, com a perda de 222 empregos, bem abaixo das 686 vagas perdidas, em maio.

Pelo segundo mês consecutivo, Santa Catarina apresentou um saldo negativo na criação de vagas de emprego. Mas no acumulado do primeiro semestre foram perdidas 381 vagas, com o desligamento de 991 empregados e a contratação de 610 trabalhadores.

A região Nordeste, entretanto, registrou a demissão de 96.330 trabalhadores nos seis primeiros meses deste ano, enquanto a região Norte contabilizou o fechamento de 12.413 vagas formais. Em abril e maio, foram criados, respectivamente, 59.856 e 34.254 postos de trabalho com carteira assinada.

"Gostaríamos de estar comemorando números melhores do que esses".

Com um esforço cívico para acreditar nos números do Caged e uma boa vontade de Irmã Paula para interpretar os dados, só um energúmeno pode dizer que isso indica uma recuperação do emprego que está sendo medido - lá vai minha boa-vontade - com base em um setor que emprega apenas 4,17% da força de trabalho nacional e está sujeito muito mais a fatores sazonais que a qualquer outra coisa.

Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o resultado é 1 sinal de recuperação da economia. Naquele ano, foram abertas 25.363 vagas com carteira assinada.

No primeiro semestre deste ano, de acordo com o Ministério do Trabalho, cinco setores da economia admitiram trabalhadores. O setor que mais contratou no primeiro semestre foi a agricultura, com 117.013 vagas abertas. O setor de Serviços foi o responsável pela maior contribuição para o déficit, com 523 desligamentos no cálculo do período. Dos oito setores acompanhados pelo Caged, somente dois - administração pública e agropecuária - geraram vagas. Já a indústria de transformação, o comércio e a construção civil eliminaram, nessa ordem, 7,8 mil, 2,7 mil e 8,9 mil postos de trabalho formais.

Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de contratações em três das cinco regiões do país no primeiro semestre de 2017.

A região Sudeste foi a que mais abriu vagas formais seis primeiros meses deste ano, quando 67.414 pessoas foram contratadas.