Greve na Autoeuropa pode custar até 5 milhões de euros

Greve na Autoeuropa mantém-se devido a exigência de trabalho ao sábado

Greve na Autoeuropa mantém-se devido a exigência de trabalho ao sábado

Ontem, cerca de 3.000 operários - a grande maioria - participaram no plenário que confirmou a greve, agendada para protestar contra novos horários que impõem o sábado com um dia normal de trabalho. Após o plenário da manhã, os trabalhadores dizem que está nas mãos da administração a desconvocação da greve. A decisão foi confirmada nos plenários que se realizaram segunda-feira, 28 de Agosto, em Palmela, tendo os trabalhadores mandatado os dirigentes do Sitesul, o sindicato da CGTP que representa os trabalhadores da indústria transformadora, energia e ambiente do Sul, para reunirem com a administração e tentarem encontrar uma solução para o conflito.

Os trabalhadores da Autoeuropa querem que a administração recue na sua intenção de tornar obrigatório o trabalho ao sábado.

A CT e a administração chegaram então a um pré-acordo para os novos horários e turnos, que incluía uma compensação financeira de 175 euros acima do valor previsto na legislação. Os trabalhadores têm greve marcada para quarta-feira.

Perante a ameaça de deslocalização de partes da produção do novo modelo, afirmada em entrevista ao Jornal de Negócios, pelo director-geral da Autoeuropa, Miguel Sanches, Rogério Silva rebate afirmando que, a semana passada, "num dos jornais económicos", um responsável alemão da empresa afirmou que não está em causa nenhuma deslocalização.

Na quinta-feira, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA) informou que se juntar à greve.

Este conflito na Autoeuropa está a evidenciar as diferenças de posição entre a Comissão de Trabalhadores, ou pelo menos alguns dos seus membros, e os sindicatos, que tentam ganhar protagonismo numa empresa que tem como interlocutor privilegiado a comissão eleita por todos os trabalhadores.