Temer vai à China com pacote de privatizações para atrair investimentos

Presidente em exercício, Rodrigo Maia tenta viabilizar votação da reforma política

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"Eu quero levar a eles, essa notícia que lhe dei, dos 57 setores que nós vamos conceder a iniciativa privada e esperamos que a China possa se interessar de participar desses eventos, dessas concessões que nós vamos fazer, para se trazer naturalmente capital para o Brasil", disse o presidente, ao ser questionado sobre o giro pelo país asiático.

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), deve apresentar à China a nova rodada de concessões e privatizações anunciadas pelo governo.

Além do encontro bilateral que manterá com o seu homólogo, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Keqiang, o Presidente brasileiro vai também participar na cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que decorrerá em Xiamen, no sudeste da China. "O Brasil é destino seguro para investimentos chineses e importante provedor de alimentos e insumos para a China, nosso principal parceiro comercial", afirmou o porta-voz. No entanto, o peemedebista fará parte da comitiva presidencial que embarcará para a China ao lado de Temer.

No dia seguinte, se iniciará a programação oficial da visita de Estado.

Em Pequim, está prevista a assinatura de acordos em áreas como infraestrutura, saúde, cultura e tecnologia. "Uma vez mais, o presidente Temer colocará a diplomacia presidencial a serviço do desenvolvimento e da geração de empregos no Brasil", disse Parola. "Brasil e China compartilham prioridades sobre temas como a defesa do multilateralismo, a resistência ao protecionismo e o combate ao aquecimento global", destacou o porta-voz da Presidência.

Primeiro na linha de sucessão da Presidência da República, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), irá trocar de endereço, na Praça dos Três Poderes, durante a ausência de Temer do país. O evento está sendo organizado pela Apex-Brasil e reunirá líderes empresariais chineses que já investem ou têm interesse em investir no Brasil. Na viagem, o presidente participará da cúpula dos Brics.

"A retomada do crescimento econômico, o aprimoramento de nosso ambiente de negócios e o programa de reformas estruturantes em curso abrem múltiplas oportunidades para novos investimentos chineses no país", disse Parola.