Rombo nas contas do governo é recorde para julho em 20 anos

Meireles prometeu fim da crise e não cumpriu

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O governo central registrou um déficit primário de R$ 20,152 bilhões em julho, o pior desempenho para o mês desde o início da série histórica, em 1997. O conceito primário não inclui na conta os gastos com pagamento de juros da dívida.

Já no acumulado de janeiro a julho, as contas do governo registram um déficit (resultado negativo) de R$ 76,27 bilhões. Os saldos de maio e de junho também haviam sido os mais negativos em 21 anos.

Os resultados ruins das contas públicas acontecem em um momento no qual a economia brasileira ainda se recupera da forte recessão dos últimos anos.

Ana Paula disse que, desde o ano passado, as despesas obrigatórias já estão em patamar mais elevado que a própria receita líquida do governo.

Os números oficiais mostram também que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 72,26 bilhões, nos sete primeiros meses de 2016, para R$ 96,38 bilhões no mesmo período deste ano, um aumento de 33,4%.

"Descontado esse pagamento antecipado, o déficit primário acumulado em 12 meses está próximo da meta de déficit de R$ 159 bilhões enviada ao Congresso que está para votação", afirmou.

O Congresso discute proposta do governo Michel Temer para a reforma da Previdência. Isso ocorreu por causa de frustrações de R$ 4,6 bilhões na arrecadação do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, principalmente os pagos pelos bancos, e de R$ 1,4 bilhão com o programa de regularização de ativos no exterior, também conhecido como repatriação.

Dividentos são uma remuneração recebida pela participação acionária em empresas. Já no acumulado do ano, as despesas com o PAC somaram R$ 12,066 bilhões, recuo de 48,0% ante igual período de 2016, já descontada a inflação. A primeira que é cumprir a meta atual. Para 2017, ela é de déficit (resultado negativo) de R$ 139 bilhões. O dado do mês passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que foram de déficit de R$ 25 bilhões a R$ 11,15 bilhões. A nova meta fiscal para o ano - ainda não aprovada - é um rombo de R$ 159 bi.