Fachin devolve delação de Lucio Funaro à PGR

Na decisão Fachin entendeu que não houve indícios de parcialidade de Janot durante as investigações contra o presidente

Na decisão Fachin entendeu que não houve indícios de parcialidade de Janot durante as investigações contra o presidente

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), devolveu nesta quarta-feira (30) a delação premiada do corretor de valores Lúcio Funaro para a Procuradoria-Geral da República. O acordo chegou ao gabinete do magistrado ontem. Ele é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Tentam confirmar se o acordo foi firmado por vontade do colaborador.

O ministro lembrou a pessoas próximas que esse procedimento já foi adotado pelo seu antecessor na relatoria da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki, morto em janeiro.

Após Fachin homologar a delação de Lúcio Funaro, o documento volta para a análise da PGR, que poderá, ou não, usar as informações em inquéritos que já estão em andamentos ou então pedir novas investigações.

O presidente da República, Michel Temer, poderá ter problemas sérios caso seja citado no acordo. É possível que os dados sejam usados em uma eventual nova denúncia contra Temer.

A Câmara barrou, no início deste mês, autorizar o Supremo a julgar uma denúncia contra Temer por corrupção passiva.