Funaro confirma Joesley e complica Temer

Lúcio Funaro tenta fechar acordo de delação premiada com a Lava-jato

Lúcio Funaro tenta fechar acordo de delação premiada com a Lava-jato

O delator disse que foi comprado para não revelar o que sabia sobre corrupção e movimentação ilegal de recursos por parte de influentes políticos do país. O Ministério Público também afirma que o presidente deu "anuência" ao pagamento de propina, pela JBS, ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba (PR), para que ele não feche acordo de delação premiada. Ele teria dinheiro a receber de Joesley porque intermediou negócios da JBS. Tecnicamente, este seria, se confirmado, o elemento que faltava para processar Temer por obstrução de Justiça no exercício do cargo.

Na gravação que Joesley entregou à Procuradoria Geral da República como parte de sua delação premiada, o empresário fala a Temer, supostamente de maneira cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e a Cunha.

Com base nos depoimentos, Temer foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pelo crime de corrupção passiva. A expectativa no mundo político é que Janot oferecerá uma nova denúncia contra Temer, por outros crimes.

Segundo "O Globo", depois de decidir colaborar com a investigação, o operador revisou declarações anteriores e ratificou a narrativa do dono da JBS.

De acordo com o operador, o ex-ministro Geddel Vieira de Lima teria entrado em contato com sua mulher questionando se ele estava disposto a fazer uma delação premiada.

De acordo com o Jornal o Globo, o prazo estabelecido para entrega deste material era até esta quinta-feira.

Sobre o fato de Fachin ter pedido ajustes, a PGR e o gabinete não comentam o assunto, já que a colaboração é mantida sob sigilo.