Guerra jurídica cerca assembleia da JBS

Joesley Batista na sáida da Polícia federal

Joesley Batista na sáida da Polícia federal

Na ação, a Caixa e o BNDES pediram também que os representantes do Banco Original e do Banco Original do Agronegócio, também controlados pela família Batista, também fossem impedidos de votar. o juiz também deferiu o pedido.O Banco original possui 0,15% das ações ordinárias da JBS, enquanto o Banco Original do Agronegócio detém 0,05%.

Até o fechamento desta edição, o banco era o vitorioso na disputa judicial, abrindo caminho para afastar Wesley Batista da presidência da JBS.

Segundo comunicado da JBS publicado nesta segunda-feira, "há razões concretas que permitem crer que o impedimento do senhor (Wesley) Batista, consequência da ação de responsabilidade contra ele, seria neste momento prematuro e, portanto, prejudicial à companhia".

Segundo o diretor jurídico do BNDES, Marcelo de Siqueira Freitas, o banco espera que os controladores da JBS entendam que estão em posição de conflito de interesse para votar sobre o afastamento de Wesley Batista da presidência da empresa.

O BNDES já tinha pedido à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), órgão regulador do mercado de capitais, o afastamento dos irmãos na votação da assembleia. Ao lado da Caixa Econômica Federal, que tem pouco menos de 5% das ações da JBS, a BNDESPar ingressou na 8a Vara Cível Federal de São Paulo para impedir o voto dos Batista. O banco de fomento, por meio do BNDESPar, é o maior acionista minoritário da JBS, com participação de cerca de 21%.

Ao estender a disputa, a BNDESPar mostrou que não será simples reestabelecer o diálogo com os Batista, o que foi uma intenção da família no início da semana.

A J&F informou que ainda não havia tomado conhecimento do teor da liminar.

Fonte: Valor Econômico, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.