PIB do Brasil cresce 0,2% no segundo trimestre, segundo IBGE

Fabio Rodrigues Pozzebom

Fabio Rodrigues Pozzebom

O crescimento de 0,2% da economia brasileira no segundo trimestre, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na manhã desta sexta-feira (1), foi comemorado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

O resultado positivo se deve principalmente ao consumo das famílias, que cresceu 1,4%.

O consumo das famílias também registrou uma alta na comparação em ritmo anual, de 0,7%, pela primeira vez depois de nove exercícios negativos.

Também em relação ao trimestre logo anterior, o setor de construção teve queda de 2%, seguido de retração de 1,3% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana.

O PIB de serviços subiu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro trimestre de 2017. Também houve destaque nas atividades imobiliárias e outros serviços (0,8%) e atividade de transporte, armazenagem e correio (0,6%).

Nessa altura, o INE tinha estimado provisoriamente um crescimento de 2,8% entre abril e julho em relação ao mesmo trimestre de 2016 e de 0,2% em relação ao primeiro trimestre deste ano.

Este valor representa o crescimento homólogo mais elevado desde o quarto trimestre de 2000 - 3,8% do PIB. A Agropecuária registrou variação nula (0,0%), a Indústria caiu 0,5% e os Serviços cresceram 0,6%.

A DSEC indicou ainda que o investimento abrandou, com a formação bruta de capital fixo, que o reflecte, a registar uma contração homóloga de 2,4 por cento, contrastando com o primeiro trimestre (+7,1 por cento), devido à "contínua conclusão das obras de grande envergadura de construcção de instalações do turismo e entretenimento". Mas convirá ver se, nos próximos trimestres, as exportações continuam a descer ou voltam a subir.

O Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) esperava uma leve retração, conforme explica o pesquisador da área de Economia Aplicada Marcel Balassiano. Mas nós podemos observar uma coisa positiva. Eu vejo isso como um forte.

O pesquisador do Ibre também cita outro componente.

A liberação dos saques de contas inativas do FGTS é citada como um dos fatores que ajudaram a impulsionar o consumo das famílias do IBGE. A afirmação contradiz o que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou mais cedo no mesmo evento, que o governo do presidente Michel Temer não tem mais energia política para aprovar o projeto, que deve então ficar para 2019, após as eleições do ano que vem.

Rebecca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE, ressalvou que o crescimento verificado no trimestre é próximo à estabilidade.

Balassiano lembra que a taxa de investimento tem caído há três anos.