Fachin dá mais prazo para delatores da JBS apresentarem provas

José Cruz  Agência Brasil

José Cruz Agência Brasil

Os irmãos em suas delações citaram nomes como do presidente da República, Michel Temer, e seu homem de confiança, o deputado Rodrigo Rocha Loures (PSDB-PR), que foi filmada com uma mala de dinheiro vindo de propina.

Temer já foi denunciado por corrupção passiva, mas, após maciça distribuiçao de emendas parlamentares, a Câmara dos Deputados rejeitou o pedido para que o STF analisasse a acusaçao contra o presidente antes do fim de seu mandato. Por isso, a declaração é peça fundamental da denúncia que está sendo preparada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o peemedebista. Cita, ainda, que o operador - chamado apenas de "doleiro" - acionou a Justiça, meses atrás, para cobrar valores devidos a ele pelo grupo de Joesley.

Supostamente feitos por Joesley Batista, dono da JBS, os pagamentos mensais à dupla com o propósito de mantê-los em silêncio devem ser confirmados na delação de Funaro. É possível que o conteúdo da delação seja revelado com a apresentação por Janot de uma segunda denúncia contra Temer por obstrução de Justiça e organização criminosa.

Na gravação que Joesley entregou à Procuradoria Geral da República como parte de sua delação premiada, o empresário fala a Temer, supostamente de maneira cifrada, que vinha fazendo pagamentos regulares a Funaro e a Cunha. Com a confirmação por parte de Funaro, a versão ganha força e pode complicar o presidente.

Ainda segundo o jornal, a Polícia Federal (PF) encontrou, em junho, indícios de arquivos que teriam sido apagados dos gravadores usados pelos delatores. Ele teria dinheiro a receber de Joesley porque intermediou negócios da JBS. Os acordos foram firmados com o MPF em 3/5/2017 e homologados no STF em 11/5/2017 pelo ministro Edson Fachin, relator da Petição.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu mais 60 dias de prazo para que os delatores da JBS apresentem novos anexos ao acordo de delação premiada.

Segundo a PGR, Temer e Aécio agiram em conjunto para impedir o avanço das investigações da Operação Lava Jato.

O procurador-geral fez o ajuste, com a exclusão dessa previsão, e remeteu o acordo novamente para Fachin.