Irmãos Joesley e Wesley Batista entregam novos documentos à PGR

Carolina Bahia a volta do efeito JBS AFP

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O prazo se encerra nesta quinta-feira, mas, caso o prazo seja estendido, irá até 30 de outubro de 2017. A extensão do prazo foi pedida pela Procuradoria-Geral da República, que garantiu a apresentação de "novos anexos" à delação, feita entre março e abril deste ano e homologada por Fachin em maio. Os acordos foram firmados com o MPF em 3/5/2017 e homologados no STF em 11/5/2017 pelo ministro Edson Fachin, relator da Petição.

O empresário Joesley Batista, da JBS, afirmou que desconfia que o governo de Michel Temer operava para impedir sua delação. O pedido de Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud, Demilton Antonio de Castro, Valdir Aparecido Boni, Florisvaldo Caetano de Oliveira e Francisco de Assis e Silva é para que seja alterada a cláusula 3ª, parágrafo 2º, do acordo de colaboração premiada, que previa "120 (cento e vinte) dias contados da assinatura do acordo para apresentar novos anexos, desde que não seja caracterizada má-fé na sua omissão".

Segundo a defesa, o maior prazo também na delação premiada fechada individualmente pelos executivos permitirá apresentação de "esclarecimentos mais robustos e efetivos". Em um dos depoimentos, Joesley Batista confirmou que a empresa usou doações oficiais para pagar propina a políticos, que deram contrapartidas para beneficiar a empresa.

Para pedir mais prazo, a defesa argumentou que, na semana passada, a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão da PGR homologou um acordo de leniência - espécie de delação das empresas - com o grupo J&F.

Em documento endereço ao ministro Edson Fachin, Janot concordou com o pedido. Lula e Dilma afirmam que jamais ouviram falar da tal conta. Entre essas iniciativas estavam ações na Justiça para não fornecer senha de celular apreendido e para que documentos não fossem periciados. No entanto, ele mudou a versão após o acordo de delação premiada: agora teria dito que os repasses seriam uma forma de mantê-lo em silêncio.

Na avaliação do Planalto, os delatores prestaram falso testemunho na Operação Bullish e puderam, "camaradamente", "corrigir" suas mentiras ao procurador-geral.