J&F vende a Eldorado por R$ 15 bilhões a grupo holandês

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Do lado da família Widjaja, as conversas com os irmãos Wesley e Joesley Batista foram lideradas por Jackson Wijaya, filho de Teguh Ganda Wijaya, presidente do conselho de administração da APP e do grupo Sinar Mars. A J&F possuía 81 por cento da empresa de celulose.

A Eldorado Papel e Celulose é uma das empresas envolvidas em denúncias de corrupção (Operação Greenfield), que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. Desde que o acordo de delação premiada dos executivos do grupo veio a tona, os irmãos batista estão se desfazendo dos seus negócios.

A estatal chinesa China Paper chegou a oferecer R$ 16 bilhões, mas a J&F optou pela Paper Excellence porque tinha a promessa de que o negócio seria fechado rapidamente. Mas, segundo fontes do mercado, a Fibria fez uma proposta abaixo dos demais concorrentes. O Brasil, indica a empresa, sempre esteve no radar por sua posição destacada na produção global de celulose.

A Paper Excellence tem uma conexão familiar com o grupo indonésio Asia Pulp and Paper (APP), que também atua no segmento de celulose e foi apontado como um dos interessados na Eldorado.

O Grupo Paper Excellence é uma empresa holandesa e iniciou suas atividades em 2007, com a primeira fábrica de celulose no Canadá.

A transferência da totalidade das ações para a Paper Excellence deverá acontecer em um prazo de um ano. Desde então, vem crescendo por meio da aquisição de fábricas. A companhia é a maior produtora de NBKP no Canadá, onde possui cinco fábricas. Em agosto, vendeu a fabricante de alimentos Vigor SA para o grupo mexicano Lala por 5,7 bilhões de reais.

A J&F concordou ainda em vender a Alpargatas, fabricantes das sandálias havaianas, para Itaúsa, holding de investimentos do banco Itaú, e para o grupo Cambuhy/Brasil Warrant da família Moreira Salles, por 3,5 bilhões de reais em julho deste ano. O acordo foi assinado neste sábado (02/09).

Brasília, 2 set (EFE).