Janot reenvia ao STF delação de Lúcio Funaro para homologação

Fachin devolve delação de Lucio Funaro à Procuradoria

Fachin devolve delação de Lucio Funaro à Procuradoria

O pano de fundo da demora está no segredo judicial do acordo de delação do corretor Lúcio Funaro, celebrado com a Procuradoria. Desde então, a PGR vinha trabalhando para arrumar o material, apurou a reportagem.

Nos bastidores do STF, Fachin já havia dito que é possível devolver um acordo para eventualmente ajustar alguma cláusula.

Com a expectativa de mais uma denúncia criminal, possivelmente por obstrução à Justiça e organização criminosa, o governo Temer tem antecipado sua defesa pública e tentado desqualificar seus acusadores. Rodrigo Janot pretende usar a delação de Lúcio Funaro para fundamentar uma nova denúncia O retorno dos autos após a ida à PGR está registrado no andamento processual disponível no site do Supremo Tribunal Federal. Assessores de Temer - que passará dez dias fora do Brasil - apostam que a denúncia será um "festival de ilações", segundo o "Valor".

Fachin tem a prerrogativa de decidir monocraticamente sobre a proteção das informações, mas a tendência hoje é que leve o caso ao plenário do STF por causa das citações a Temer. O presidente chegou a pensar em retornar por conta da possibilidade de apresentação da denúncia, mas desistiu.

O advogado do presidente diz ainda que o procurador-geral da República "concedeu incontáveis entrevistas à imprensa, proferiu palestras para os mais variados auditórios e se fez presente em seminários e congressos, no Brasil e no estrangeiro, sempre com o intuito de discorrer sobre fatos e emitir suas opiniões sobre o chefe da nação sem nenhuma parcimônia, acusando-o e concluindo que o Presidente é culpado e ponto final". Cabe a Fachin homologar a delação de Funaro, analisando a legalidade dos termos acertados entre a PGR e o delator.

O juiz federal Sérgio Moro negou, nesta quinta-feira, a transferência definitiva do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para a penitenciária no Distrito Federal.

Em depoimento à Polícia Federal, o corretor afirmou, no entanto, ser "inverídica" a versão de que Joesley comprou seu silêncio.

Na última terça-feira (29), o ministro Edson Fachin, relator do caso JBS no STF, rejeitou o pedido de suspeição de Janot formulado pela defesa de Temer.