PerigosoCoreia do Norte testou hoje (03) sua arma mais potente até agora

Em junho de 1994, o ex-presidente americano Jimmy Carter realiza uma viagem inédita à Coreia do Norte. Os japoneses que vivem no norte do país foram acordados ao som de sirenes de emergência e avisos que os instavam a abrigar-se em edifícios seguros ou no subsolo.

Em 29 de agosto, Pyongyang lança um míssil balístico que sobrevoa o território japonês.

As bombas H são muito mais poderosas do que as bombas atômicas convencionais que a Coreia do Nortetestou. Por um lado, são os alvos principais de um eventual ataque nuclear, por razões de proximidade geográfica e inimizade histórica.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, reiterou seu pedido para que o regime norte-coreano "cesse tais atos e cumpra com suas obrigações internacionais sob as resoluções do Conselho de Segurança", em um comunicado emitido no site da organização.

Analistas viram a declaração como um possível novo elemento de tensão entre Kim Jong-un e os Estados Unidos, mas também como uma propaganda por considerarem que a ditadura não teria tecnologia suficiente para fazer a bomba.

Entre os países que solicitaram a reunião, três são membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, França e Reino Unido).

Tal como verificado aquando da provocação norte-coreana da semana passada, o mais recente descaramento nuclear mereceu a condenação unânime da comunidade internacional. Pequim pratica, há pelo menos uma década, uma política externa de aproveitamento de oportunidades para pé-ante-pé chegar a uma posição cimeira na hierarquia de poder.

Trinta e quatro estações de medição daquele organismo autónomo das Nações Unidas registaram a detonação, que originou o forte terramoto detetado na Coreia do Norte, afirmou a CTBTO, numa primeira reação, através da rede social Twitter.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se na segunda-feira a propósito do novo teste nuclear norte-coreano, informaram hoje fontes oficiais. "O ministro das Relações Exteriores da Itália, Angelino Alfano, chamou a atitude da Coreia do Norte de "irresponsável" e condenou o novo teste dizendo que "é a mais clara violação de muitas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

"Apesar de todas as sanções e as ameaças do governo americano, a Coreia do Norte não vai parar seu programa nuclear". E não sejamos ingénuos: apesar de tudo, os EUA ainda são o Estado mais poderoso do mundo.

Assim, um jornalista de cada publicação e os directores são condenados à pena capital e "os criminosos não têm direito em recorrer da sentença e a execução será realizada não importa onde, a que momento, sem julgamento adicional".