Atriz Rogéria morre aos 74 anos no Rio de Janeiro (RJ)

Velório de Rogéria acontece no Rio de Janeiro; atriz será enterrada na quarta-feira

Velório de Rogéria acontece no Rio de Janeiro; atriz será enterrada na quarta-feira

Ela vinha lutando contra uma infecção desde julho, sendo internada algumas vezes.

A atriz Rogéria faleceu na noite desta segunda-feira (4), no Rio de Janeiro, pouco tempo após dar entrada novamente em um hospital da capital por conta de uma nova infecção urinária. Ao final do show, a plateia a ovacionou aos gritos de Rogéria.

Rogéria (Astolfo Pinto) nasceu em em 1943 em Cantagalo, no norte fluminense.

Ela não tinha papas na língua. Lá, foi incentivada a ingressar no universo das artes cênicas, encontrando sua verdadeira vocação como atriz. Sua estreia foi em 29 de maio na Galeria Alaska. Mas não se contentou em virar apenas um ícono LGBT+ do Rio. Chegou, inclusive, a ter carreira internacional. Passou por Angola, Moçambique, Estados Unidos, Espanha e França. Em Paris, virou estrela de renome graças a sua temporada na boate Carrousel entre os anos de 1971 e 1973. No Brasil, recebeu, em 1979, o Troféu Mambembe pelo espetáculo O desembestado, que encenou com Grande Otelo.

Logo, começou a aparecer na TV. A princípio, como jurada de programas de calouro do Chacrinha.

Na televisão, fez as novelas "Tieta" (1989), "Paraíso tropical" (2007), "Duas caras" (2008), "Malhação" (2012), "Lado a lado" (2012) e "Babilônia" (2015).

A informação de sua morte foi confirmada por sua amiga há mais de 50 anos, Eloina dos Leopardos. A artista está no grupo de travestis e transexuais retratado no documentário "Divinas divas", dirigido por Leandra Leal, eleito o melhor filme do mais recente Festival do Rio.

O nome Rogéria só veio quando ela era adulta.