Mais de 20 entidades entregaram 2 milhões ao Fundo Revita — Pedrógão Grande

Pedrógão Marcelo diz que “era bom se explicassem quem gere o

Pedrógão Marcelo diz que “era bom se explicassem quem gere o

Apesar de em Julho se ter falado de um total de 13 milhões de euros de verbas recolhidas, o autarca de Pedrógão diz que o valor final nunca foi apurado de forma oficial.

Entretanto, o PSD questionou o Governo e recebeu números do ministério de Vieira da Silva.

"A resposta revela os valores depositados nesse fundo".

"A resposta revela que estão transferidos para o fundo 1,9 milhões de euros, de um total de 3,2 milhões, que serão a declaração de intenções de transferência no valor total", afirmou a social-democrata Teresa Morais, em declarações aos jornalistas.
O Governo também criou um fundo de solidariedade para coordenar a entrega de verbas, o Revita.

O presidente da Câmara de Pedrógão Grande quer que o Ministério Público abra uma investigação às contas bancárias que foram abertas para receber donativos que seriam encaminhados para as vítimas dos incêndios de junho, mas cujo destino é desconhecido.

No início de Agosto, o Ministério do Planeamento e Infraestruturas previu a mobilização de cerca de 100 milhões de euros para a revitalização da área afetada pelo fogos.

"Não sabemos o paradeiro desse dinheiro e há de haver contas abertas que desconhecemos", afirmou ao "i" o presidente da câmara de Castanheira de Pera, Valdemar Alves, defendendo que cabia ao Estado ter controlado e distribuído essas verbas.

O Fundo Revita conta com mais de 20 entidades aderentes, num total de cerca de dois milhões de euros recebidos, informou hoje o Governo.

O jornal i sublinha que há vários fundos com donativos para as vítimas dos incêndios de Junho: o da União das Misericórdias Portuguesas, que tem €1.153 milhões do concerto solidário no Meo Arena, €436 mil da Fundação Montepio e €500 mil da Fundação Gulbenkian; o fundo da Cáritas da Coimbra, com €900 mil; e o fundo Revita, gerido pelo Instituto de Segurança Social.

Sobre esta situação, o Ministério da Solidariedade e Segurança Social remete para o comunicado que explica o funcionamento do REVITA e também que a competência do conselho de gestão deste fundo "cinge-se aos donativos entregues" ao mesmo - o que é feito por decisão específica dos doadores.

Questionada pela agência Lusa, a tutela explicou ainda que "não pode responder sobre outras contas solidárias e/ou outros donativos, uma vez que se trata de dinheiro de entidades privadas", não sendo responsável pela abertura ou fiscalização dessas mesmas contas.

O incêndio que começou em junho em Pedrógão Grande provocou 64 mortos e mais de feridos, sendo apenas extinto uma semana depois. Nos dias seguintes ao incêndio de Pedrogão, o Governo decidiu criar um fundo para "gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada, em estreita articulação com os municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande".