Moro nega pedido de Lula para suspender interrogatório na Lava Jato

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"Nós cidadãos de bem estamos aqui para lutar", disse o porteiro predial José Coelho, que usou um cartaz desejando boas vindas ao ex-presidente petista às unidades prisionais do Piauí. No mesmo dia o juiz vai interrogar o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic. Segundo o depoente, que falou na qualidade de réu colaborador, parte dos R$ 120 milhões que a empresa havia destinado para a campanha presidencial do PT foi usado de diversas outras formas, inclusive, com saques em espécie e com o pagamento da compra de um terreno onde seria instalado o Instituto Lula, aquisição que é o alvo da ação penal tratada na audiência desta segunda-feira. A família Lula ocupa a cobertura e afirma que paga aluguel.

Em mais de três horas de depoimento, ele falou sobre a relação da empreiteira com os governos do PT e disse que um dos motivos para os pagamentos a Lula era manter a influência sobre Dilma Rousseff, considerada uma "incógnita" pela empresa quando assumiu o governo, em 2011. Agora, ele deve ser julgado por um colegiado, o qual será o Tribunal Regional Federal da 4° Região (TRF4) e, apesar de o partido não assumir que a condenação seja real, as fontes afirmam que o ex-presidente está ciente que não disputará as eleições.

O ex-ministro Antonio Palocci, que está preso e é um dos réus na ação, deverá ser ouvido por Moro na quarta-feira. A defesa de Lula tentava adiar o novo encontro com Moro. Moro, porém, negou o pedido. "Não há base legal, porém, para a pretensão da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva de requerer tais provas antecipadamente e com isso suspender o processo para aguardar a produção dessas mesmas provas". "Marcelo, que é delator, negou peremptoriamente qualquer atuação em relação aos 8 contratos indicados na denúncia e ainda que tenha tratado de qualquer contrapartida em relação a esses contratos em favor de Lula". O Instituto Lula informa que o depoimento de Marcelo Odebrecht comprova que nem o Instituto, nem Lula nunca pediram ou receberam qualquer terreno da Odebrecht.

A defesa de Lula solicitou mais tempo para verificar os documentos recentemente juntados pelo Ministério Público Federal (MPF) aos autos do processo e para levantar arquivos de defesa.