Cármen Lúcia pede investigação sobre menções de ministros do STF

Ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia

Ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia

Estátua da Justiça em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

Os diálogos entre os executivos Joesley Batista, Ricardo Saud e o advogado Francisco Assis colocam em evidência acusações contra o ex-procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Miller.

Fachin diz que existe "prevalência expressa no interesse público, quando em choque com a intimidade, nesse contexto".

A afirmação é da presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, que enviou ofícios à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em que exige a investigação imediata dos fatos, com definição de datas para o início e fim das apurações. Impõe-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza a apuração clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a 1 Judiciário honrado.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não foi preciso nem justo ao jogar suspeitas sobre ministros do Supremo nesta segunda-feira, 4, a 13 dias de deixar o cargo.

O conteúdo da conversa foi considerado "muito séria" por Rodrigo Janot, que perguntou, por enquanto, apenas que Fachin analise a questão do sigilo. As informações foram reveladas pela colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo.

Na terça à tarde, os ministros que participaram da sessão da Primeira Turma do STF, Marco Aurélio Mello, Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, recusaram-se a comentar o assunto. Ao lembrar que ele havia incluído os ministros ao falar do "conteúdo gravíssimo", a ministra cobrou duramente: "Agride-se de maneira inédita na história deste país a dignidade institucional deste Supremo Tribunal e a honorabilidade de seus integrantes". "A todos que tomaram conhecimento da nossa conversa, por meio de áudio por nós entregue à PGR, em cumprimento ao nosso acordo de colaboração, esclarecemos que as referências feitas por nós ao Excelentíssimo Senhor Procurador-Geral da República e aos Excelentíssimos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal não guardam nenhuma conexão com a verdade". Em nenhum deles, há menção ou atribuição a algum tipo de crime.