Delação de Lúcio Funaro é homologada pelo Supremo Tribunal Federal

Fachin devolve delação de Funaro para PGR fazer ajustes

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O acordo de delação premiada do operador financeiro Lúcio Funaro foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (5/9). O conteúdo de delação segue sob sigilo.

Na delação, Funaro revelou o esquema de captação de propinas pelo ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado em primeira instância por corrupção e lavagem de dinheiro na Justiça Federal do Paraná. A decisão, que confere validade jurídica aos documentos e depoimentos do delator, era aguardada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que quer usar parte da delação na denúncia que prepara contra o presidente Michel Temer. O presidente é investigado por suspeitas de participar de organização criminosa e obstruir a Justiça.

A homologação significa que a colaboração premiada de Funaro foi considerada adequada do ponto de vista de sua forma. Ele é acusado pelo MPF de cobrar propina de empresários interessados em conseguir empréstimos do Fundo de Investimentos do FGTS, o FI-FGTS. Funaro também falou sobre supostas irregularidades cometidas por Temer.