Janot denuncia Lula e Dilma por formação de quadrilha

RICARDO BOTELHO  ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

RICARDO BOTELHO ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

Através de sua conta no Twitter, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins afirmou que a acusação de que o ex-presidente lideraria uma organização criminosa é a "reedição do famigerado PowerPoint" apresentado pelos procudaores da Operação Lava Jato no dia 19 de setembro de 2016”.

PMDB e PP entraram no esquema após a posse de Lula na Presidência em 2003.

Janot destaca que a partilha de cargos entre aliados políticos em si não constitui crime. "É no minimo contraditório que num dia histórico, quando o Brasil se depara com a desfaçatez dos delatores, e sua disposição ao teatro e à dissimulação, a PGR resolva oferecer denúncia usando como prova basicamente palavra de delatores, antes de empreender uma apuração mínima para saber se as acusações possuem algo elo com a realidade". São eles: os ex-ministros Ricardo Berzoini e Erenice Guerra; o ex-governador da Bahia Jaques Wagner; o ex-senador Delcídio Amaral; Giles de Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma; o pecuarista José Carlos Bumlai; Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula; e o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli. "Desde ali contribuiu decisivamente para que os interesses privados negociados em troca de propina pudessem ser atendidos, especialmente no âmbito da Petrobras, da qual foi Presidente do Conselho de Administração entre 2003 e 2010". Em Curitiba, Marcelo Odebrecht, disse em depoimento que Lula também recebeu propina de sua empreiteira. Janot deixa o comando da PGR em 18 de setembro.

Os dispositivos da Lei 12.850 (Organização Criminosa) nos quais o PGR enquadra Lula e o "quadrilhão do PT". "É o auge da campanha de perseguição contra o ex-presidente Lula movida por setores partidarizados do sistema judicial. Foi anunciada hoje [terça-feira] para tentar criar um fato negativo no dia em que Lula da Silva conclui sua vitoriosa jornada pelo Nordeste", acrescentou a nota. Ele está negociando um acordo de colaboração.

João Vaccari Neto - "A defesa do Sr". Mas, como os casos deles não têm relação direta com o de Gleisi, o procurador pediu que fossem enviados para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal, no Paraná. Ele está preso no Paraná desde 2015. É uma denúncia sem qualquer fundamento.

"O segmento da organização criminosa agora denunciada (político do PT) faz parte de uma única organização criminosa, que reúne pelo menos os partidos PT, PMDB e PP, bem como núcleos diversos (econômicos, administrativos e financeiros)".

Paulo Bernardo - A defesa do ex-ministro Paulo Bernardo afrimou que não teve conhecimento da denúncia e nem da existência de inquérito policial para apurar essas possíveis condutas.

Edinho Silva - O ex-ministro afirmou que sempre agiu de forma ética e legal, que não tem dúvidas de que todos os fatos serão esclarecidos e que a justiça vai prevalecer.