Ladrões mortos pela PM no Morumbi também agiam na região

Troca de tiros entre policiais e quadrilha deixa 10 bandidos mortos no Morumbi

Troca de tiros entre policiais e quadrilha deixa 10 bandidos mortos no Morumbi

Dez criminosos morreram após entrar em confronto com a Polícia Civil na noite deste domingo, no Bairro do Morumbi, em São Paulo.

A Polícia Civil apreendeu com a quadrilha, cerca de quatro fuzis, duas pistolas e três revolveres, além de coletes balísticos e dois veículos utilizados para o roubo. Quatro agentes ficaram feridos por estilhaços no tiroteio. Eles tentaram resistir à ação dos policiais. "É de policiais civis assim que a nossa instituição está cheia, por isso, o trabalho, apesar do pouco investimento do governo do estado, está entre os melhores resultados de polícia judiciária da América Latina, sempre em favor da sociedade".

Outro morador da vizinhança, que teve a casa assaltada há três semanas, reconheceu o tênis do seu pai no pé do criminoso morto. "Levaram tudo: joia, relógio e até as malas da gente". Segundo a Polícia Civil, ao perceber a aproximação de agentes, os assaltantes abandonaram objetos que iriam roubar dentro da residência e tentaram fugir, mas foram interceptados pelas viaturas da polícia na Rua Pirapó, em ponto próximo da Praça Alfredo Volpi. Segundo a polícia suspeita, estariam sendo usados pelos assaltantes que estavam na contenção. Na operação a polícia ainda conseguiu aprender quatro fuzis que estavam sob pose dos bandidos. Já aquele que dirigia o Fiat Toro bateu em um carro descaracterizado da Polícia Civil. No final da noite, havia corpos espalhados em quatro ruas diferentes, estirados no asfalto. Outro corpo ficou caído na Melo Morais Filho. Entre as vítimas preferidas pelos ladrões estavam os moradores de mansões do Morumbi, mas eles também agiam no Jardim Europa, bairro nobre dos Jardins e, ainda, em condomínios de luxo da Grande São Paulo, entre os quais os de Cotia, na zona sul, e Barueri, no lado oeste.

Os suspeitos foram abordados por policiais quando saíam de uma residência na rua Pureus, por volta das 19h30. "Foram uns 20 minutos de tiroteio, pensei até que era um balão soltando fogos, só depois que eu vi uma mensagem do pessoal, falando que tinha morto", relatou.

Barbosa afirma que nos últimos anos têm sido recorrentes relatos de assaltos na região. "Eles chegaram a dominar a empregada, mas não conseguiram passar pela segurança", disse.