Produção industrial do Brasil cresce 0,8% em julho em relação a junho

Indústria inicia o segundo semestre com alta de 0,8% em julho

Indústria inicia o segundo semestre com alta de 0,8% em julho

No ano, a indústria teve alta de 0,8%. Com o crescimento, a indústria está retomando a capacidade de produção e a carga horária dos funcionários. Este é o quarto mês consecutivo de crescimento e o melhor julho desde 2014, quando a taxa foi de 1,3%. Nos últimos 12 meses a queda é de 3,1%, bem menos do que os 5,2% de queda verificados nos 12 meses encerrados em junho. É o trigésimo oitavo mês seguido de números no vermelho.

A melhora da economia também foi notada no Produto Interno Bruto (PIB), que avançou 0,2 por cento no segundo trimestre sobre os três meses anteriores, graças à recuperação do consumo das famílias. Em 12 meses, houve redução de 1,7% na produção.

Na alta de 0,8% frente a junho, o maior impulso veio da produção de alimentos, com crescimento de 2,2%, impulsionado pela safra da cana de açúcar, favorecida pelo clima mais seco.

O número de desempregados caiu nesse período de 13,5 milhões para 13,3 milhões.

Entre os 24 ramos pesquisados pelo IBGE, 14 apresentaram crescimento da atividade industrial, com destaque para os produtos alimentícios, que tiveram alta de 2,2 por cento, em expansão pelo terceiro mês seguido.

É bastante razoável acreditar que os indicadores de agosto apontem para o terreno positivo, em linha com as estimativas do estudo Gold Map, do Intelligence Group, que prevê alta entre 7% e 8% para 2017 na comparação com o ano passado.

Em seguida, a influência foi o segmento de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis, com taxa de 1,9% (no mês anterior, tinha recuado 2%). Além deles, a alta foi puxada principalmente pelo crescimento dos produtos de bens de consumo semi e não-duráveis, que registraram 2%, de bens de capital, com 1,9%, e de bens intermediários, com 0,9%. "Há um perfil disseminado de crescimento", disse o coordenador da pesquisa no IBGE, André Macedo, acrescentando, no entanto, que a indústria ainda opera no patamar semelhante ao início de 2009 e longe do seu pico histórico.

O instituto revisou também a produção de bens de consumo duráveis em junho ante maio, que saiu de -6,0% para -5,6%.