Salvador tem a cesta básica mais barata do Brasil

Tiveram as cestas mais caras as cidades de Porto Alegre, São Paulo e Florianópolis  EMIDIO MARQUES  ARQUIVO JCS

Tiveram as cestas mais caras as cidades de Porto Alegre, São Paulo e Florianópolis EMIDIO MARQUES ARQUIVO JCS

O valor da composição ficou em R$ 336,12 - o segundo menor do país - atrás somente do custo da cesta básica de Salvador, que foi de R$ 332,10.

"Ao analisar as condições de trabalho no universo de pessoas que conseguiram uma colocação profissional no trimestre percebemos a continuidade dos efeitos negativos da conjuntura econômica recessiva sobre o mercado de trabalho", critica em nota o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

O item que teve maior índice de redução foi o tomate, com 21,47%; seguido do feijão com 13,51%. As altas mais expressivas foram registradas em Goiânia (0,04%), Maceió (0,91%) e Boa Vista (1,40%).

Tiveram as cestas mais caras as cidades de Porto Alegre (R$ 445,76), São Paulo (R$ 431,66) e Florianópolis (R$ 426,30). Em agosto de 2016 a cesta básica custou R$ 401,50 e a variação acumulada nos últimos doze meses ficou em -10,84%. O relatório divulgado ainda mostra queda em Campo Grande (-7,09%), Salvador (-7,05%), Natal (-6,15%) e no Recife (-5,84%).

Campo Grande registrou em agosto uma redução de 7,09% no preço da cesta básica frente a julho, com o valor recuando de R$ 382,17 para R$ 355,09. 018,36. O maior valor estimado em 2017 foi em abril, R$ 3.899,66. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em agosto, 43,76% do salário mínimo para adquirir os mesmos produtos que, em julho, demandavam 44,97%. Entre julho e agosto, houve predominância na queda dos preços dos produtos, com destaque para óleo de soja, açúcar, tomate, feijão, leite e carne bovina de primeira. Em agosto de 2016, o percentual foi de 51,38%.