Indústria inicia o segundo semestre com alta de 0,8% em julho

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em julho em relação a junho

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em julho em relação a junho

No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 3,8%. Já a taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, recuou 1,4% em julho de 2017, mantendo a redução na intensidade de queda iniciada em junho de 2016 (-18,2%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física, divulgada nesta quarta-feira (6).

Em agosto, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, Alimentação e Bebidas (-1,07%) e Comunicação (-0,56) apresentaram sinal negativo.

Já no grupo de comunicação, a queda foi ocasionada pelo barateamento nas contas de telefone celular, que caíram, em média, 1,57%.

A expectativa de analistas consultados pela Reuters era de alta mensal de 0,4% e de avanço de 1,58% na comparação anual, na mediana das projeções.

"Processamento da safra de cana-de açúcar contribuiu positivamente para o resultado do mês do ramo de alimentos".

"O Brasil foi um dos países que derrubou mais rapidamente suas taxas de fecundidade, que já foi de 4 filhos por mulheres nos anos 80 e hoje está em 1.7, índice comparável aos de países desenvolvidos, como Canadá e Estados Unidos". No acumulado em 12 meses, a alta é de 2,46%, a menor desde fevereiro de 1999, quando ficou em 2,24%.

O litro do etanol ficou, em média, 5,71% mais caro em agosto, enquanto a gasolina aumentou 7,19%, em razão da elevação na alíquota do PIS/Cofins em vigor desde julho e da política de reajustes de preços dos combustíveis nas refinarias praticada pela Petrobras.

Para os consumidores a alta dos preços diminuiu a pressão, já que o avanço do Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) desacelerou a 0,13% em agosto, sobre 0,38% no período anterior. No mesmo período de 2016, havia ficado em 5,42%.

Na direção oposta, entre os dez ramos que reduziram a produção em julho ante junho, os desempenhos de maior relevância foram das indústrias extrativas (-1,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-1,8%) e metalurgia (-2,1%). Os preços no atacado mostraram maior pressão uma vez que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI) fechou o mês com alta de 0,26%, após queda de 0,67% em julho.

Já o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) voltou a subir em agosto.

De acordo com a pesquisa, 14 dos 24 ramos pesquisados tiveram avanços no mês.

O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Com o aumento da conta de luz, o grupo Habitação subiu 0,57% em agosto.

No grupo habitação os destaques foram a energia elétrica, com acréscimo de 1,97% e 0,07 p.p. a mais e a taxa de água e esgoto, com 1,78% e 0,03 p.p de influência. São analisadas as famílias que vivem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Belém, Brasília, e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.