Mercado prevê que Copom defina Selic em 8,25%

Reunião do Copom nesta quarta-feira (6) pode derrubar taxa de juros para 8,25%

Reunião do Copom nesta quarta-feira (6) pode derrubar taxa de juros para 8,25%

Nesta quarta-feira (5), o Banco Central cortou a taxa em mais 1 ponto percentual, para 8,25% ao ano - o menor nível desde maio de 2013. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

A instituição disse que o "processo de flexibilização" dos juros dependerá da evolução "da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".

No comunicado que acompanhou a decisão de hoje, a instituição afirmou que "a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária".

Até agosto do ano passado, o impacto de preços administrados, como a elevação de tarifas públicas; e o de alimentos como feijão e leite contribuiu para a manutenção dos índices de preços em níveis altos.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia.

O Banco Central acertou em manter a trajetória de queda da taxa de juros Selic, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). No segundo trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) avançou 0,2% na comparação com os três meses anteriores. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Parola ponderou que as políticas do governo Michel Temer têm permitido a redução constante e sustentável dos juros no País. "A autoridade monetária tem inclusive espaço para atingir este patamar ou chegar muito próximo dele", destacou o SPC Brasil.