Putin diz que apenas sanções não resolverão crise da Coreia do Norte

Londres pede novas sanções contra Pyongyang por teste nuclear

Londres pede novas sanções contra Pyongyang por teste nuclear

A China, que é responsável por cerca de 80% do comércio exterior norte-coreano, é peça fundamental para resolver diplomaticamente o conflito com Pyongyang, que realizou no último fim de semana seu sexto teste com bomba nuclear.

Os Estados Unidos apresentarão o novo pacote de medidas depois que o presidente Donald Trump conversou por telefone com seu contraparte chinês, Xi Jinping, dizendo-lhe que a ação militar contra a Coreia do Norte não era sua "primeira opção".

"Os programas nuclear e de míssil de Pyongyang são uma violação grosseira das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, comprometem o regime de não proliferação e criam uma ameaça para a segurança do nordeste da Ásia", disse Putin, em coletiva de imprensa conjunta.

Contudo, Han disse que pressão ou sanções sobre a Coreia do Norte nunca vão funcionar e que o país nunca colocará sua dissuasão nuclear na mesa de negócios. "Se a Coreia do Norte não cessar as suas provocações podemos depararmo-nos com uma situação imprevisível", alertou o líder sul-coreano.

Por sua vez, o presidente Putin disse hoje que a Coreia do Norte não deve ser encurralada e reiterou a postura de Moscou de que as sanções contra o regime de Pyongyang não ajudarão a resolver os problemas na península coreana.

"A Rússia condena os exercícios" da Coreia do Norte, que reivindicou no domingo o teste bem-sucedido de uma bomba H, "mas o recurso a sanções, neste caso, é inútil e ineficaz", afirmou o Chefe de Estado russo, à margem de uma cimeira dos países BRICS, na China.

Perante a afirmação da embaixadora americana na ONU de que Kim Jong-un está a implorar por guerra, Kim Hyok-Chol diz que os Estados Unidos também estão sempre a implorar por sanções e pouco têm conseguido com isso.