Putin não aceita suspender exportações de petróleo à Coreia do Norte

Vêm aí mais sanções à Coreia do Norte

Vêm aí mais sanções à Coreia do Norte

"Este ato é também profundamente desestabilizador para a segurança regional", lamentou o diplomata português, que acusou a Coreia do Norte de ser o "único país que segue rompendo a norma contra os testes de detonações nucleares".

Na segunda-feira, os EUA pediram "as medidas mais duras possíveis" contra a Pyongyang.

A resolução, redigida pelos Estados Unidos, e da qual a AFP obteve uma cópia, também defende a proibição das exportações de têxteis e a suspensão dos pagamentos a trabalhadores norte-coreanos no exterior, privando ainda o regime de receitas para prosseguir com seus programas militares.

O esboço do texto se volta para a liderança norte-coreana, com a previsão de congelamento de bens do líder Kim Jong-Un, assim como de membros do Partido de Trabalhadores da Coreia (situação) e do governo norte-coreano.

"Com base nisso pode calcular-se que a potência do teste nuclear foi de cerca de 160 mil toneladas", explicou o ministro da Defesa, Itsunori Onodera, sobre a explosão nuclear realizada pela Coreia do Norte, no domingo.

Trump disse também que "os Estados Unidos estão considerando, dentro do leque de opções, suspender todo o comércio com qualquer país que faça negócios com a Coreia do Norte".

Trump conversou por telefone com seu homólogo chinês, Xi Jinping, para tentar prevenir danos ao consenso internacional, que permitiu a adoção unânime de sanções contra Pyongyang há um mês.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, condenou nesta terça-feira o último teste nuclear da Coreia do Norte como uma "violação flagrante" das convenções internacionais, mas acrescentou que só poderá haver uma "solução diplomática e pacífica" para a crise atual.

"Temos a preocupação de que interromper as exportações resultaria em danos para os hospitais e as pessoas comuns na Coreia do Norte", disse Putin.

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