Morreu Pierre Bergé, companheiro de vida de Saint-Laurent

Pierre Berg

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O mundo da moda amanheceu de luto na manhã desta sexta-feira com a notícia da morte do empresário francês Pierre Bergé, aos 86 anos, após uma longa doença.

Diferentemente do propagado em filmes e livros, o empresário não foi apenas marido e mecenas de Yves Saint Laurent (1936-2008), mas o homem que fundou as bases do negócio de moda moderno, a união entre a aura exclusivista da alta-costura e o popular mercado de perfumes e, mais tarde, os ideais de fomento à cultura e deselitização das artes.

O francês sofria de miopatia, uma doença muscular em que as células param de funcionar, ocasionando fraqueza. O anúncio foi feito à imprensa por sua fundação.

Nascido em 14 de novembro de 1930 filho de mãe professora e pai administrador contábil, era apaixonado por literatura, colecionador de obras de arte e foi companheiro do pintor Bernard Buffet, com quem permaneceu por oito anos. Sua história de amor foi levada ao cinema duas vezes em 2014. Em 1989, ele fez da Yves Saint Laurent a primeira "maison" de moda listada na Bolsa de Valores, risco decisivo para a continuidade dos projetos de expansão do mercado de moda global. Esta foi a paixão da sua vida, que deu origem a um dos mais bem sucedidos império no mundo da moda francesa.

Pierre Bergé também militava contra o racismo e a aids e presidia a fundação Sidaction.

Esta fundação e sua vice-presidente, a cantora e atriz Line Renaud, saudaram "um infatigável combatente" que "sempre defendeu a liberdade de amar, os direitos das minorias, dos homossexuais, das profissionais do sexo, dos usuários de drogas e de todas as pessoas que vivem com o HIV". Em março deste ano, se casou com o paisagista americano Madison Cox, de 58 anos, que, agora, deixa viúvo. Bergé era um militante ativo da causa gay, além de cofundador e diretor durante 40 anos da marca Yves Saint Laurent. O empresário iria inaugurar, no próximo mês de outubro, dois museus com o nome do estilista francês e que iria dedicar ao seu legado.