Revista divulga áudio de Joesley que pode anular delação

Ministro Edson Fachin autoriza prisão de Joesley Batista

Ministro Edson Fachin autoriza prisão de Joesley Batista

O dono da JBS orienta o diretor a se aproximar de um Marcelo, supostamente o ex-assessor de Janot Marcelo Miller, para chegar ao procurador-geral e obter um acordo com melhores benefícios. O trio alega ter feito considerações genéricas sobre os juízes da Suprema Corte, mas negam ter informações comprometedoras sobre os magistrados. Esse áudio foi entregue à procuradoria num pacote de novos documentos apresentados pela empresa na quinta-feira passada, antes da prorrogação por mais 60 dias para que o grupo complemente informações da colaboração. Presidente da República por Joesley Batista no Palácio do Jaburu - afirmam os defensores.

Ao decidir pela retirada do sigilo do áudio, com cerca de 4 horas, o ministro Fachin liberou o conteúdo de toda a gravação.

Numa entrevista ao programa Gaúcha Atualidade, transcrita pelo jornal "Zero Hora", o procurador regional da República Douglas Fischer - que pertenceu à força-tarefa da Operação Lava Jato Jato em Brasília - admitiu que o empresário Joesley Batista, sócio da JBS, pode ser preso se o acordo de delação premiada for revogado. Após ouvir a gravação, ela classificou-a de "absolutamente exótica".

Conforme antecipou a Folha de S.Paulo, Janot pretende rever a imunidade concedida aos delatores.

Um depoimento do advogado e delator da JBS, Francisco de Assis e Silva, contradiz as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. À época, Miller ainda trabalhava no Ministério Público. A provável rescisão de um acordo de colaboração premiada, se ocorrida pelo colaborador, não invalida nenhuma prova. As provas entregues, no entanto, continuam válidas.

O pedido foi encaminhado diretamente a Janot, que precisa autorizar a presença de Marun nos depoimentos, que devem acontecer na próxima semana.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ter determinado investigação dos executivos.

Por outro lado, a controladora da JBF afirma que "conforme declarou à própria PGR, em nota oficial, o diálogo em questão é composto de 'meras elucubrações' sem qualquer respaldo fático".

Segundo pessoa ligada às investigações, após o episódio do polêmico áudio, "do jeito que está não pode ficar". Ele também deverá robustecê-la com a delação de Lúcio Funaro, já encaminhada ao Supremo e pendente apenas de homologação por Fachin. "A nossa delação é a maior da história, não tem nada de Odebrecht", disse.

Ministro do STF voltou a criticar o procurador-geral da República em Paris. "Eu tenho que respeitá-las, mas não devo falar uma palavra sobre isso", acrescentou.

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Todos os direitos reservados.