Fachin decreta prisão de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcelo Miller

Ministro Edson Fachin autoriza prisão de Joesley Batista

Ministro Edson Fachin autoriza prisão de Joesley Batista

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin decidiu atender ao pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e mandou prender temporariamente os empresários Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, de acordo com informações do repórter Rafael Moraes Moura, do jornal O Estado de S. Paulo, publicadas neste domingo (10). A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição. Fachin negou o pedido de prisão do ex-procurador Marcello Miler.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin autorizou a prisão temporária (de cinco dias) dos delatores da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud.

Como as prisões são temporárias, ainda não há previsão de quando ocorrerão. No texto, eles dizem que "estranham" o fato de o pedido de prisão ter sido feito durante o depoimento, no qual, dizem, o ex-procurador entregou provas de que estava afastado da Operação Lava Jato desde julho de 2016. O pedido de prisão ainda precisa ser apreciado por Fachin. Os advogados informam que os delatores deixam os passaportes à disposição da Justiça e que estão disponíveis a prestar qualquer esclarecimento necessário. Como o processo está sob sigilo ainda não confirmação oficial a respeito.

Antigo colaborador de Janot, Miller deixou a PGR no final do ano passado para trabalhar num escritório de advocacia que acabou sendo contratado pela empresa JBS, controlada pela J&F, para negociar o acordo de colaboração da empresa com a Justiça.

A prisão dos delatores foi autorizada porque eles são suspeitos de omitir informações dos investigadores, o que quebra cláusulas do acordo.

O pedido de prisão veio após a Procuradoria-Geral da República ter ouvido Joesley e Saud, na quinta-feira em Brasília, e Marcelo Miller, na sexta-feira no Rio de Janeiro.