Lava Jato aponta compra de votos para Rio 2016

Novas suspeitas de corrupção põe COI contra a parede outra vez

Novas suspeitas de corrupção põe COI contra a parede outra vez

Mas não porque ele fosse se exercitar.

A operação, batizada de "Unfairplay" ("Jogo sujo"), também faz buscas na sede do Comitê Olímpico Brasileiro. A empresa Matlock Capital Group fez os depósitos.

Para dar continuidade aos trabalhos, o MPF obteve na medida cautelar para realizar pedido de cooperação jurídica internacional com as Ilhas Virgens Britânicas, França e Estados Unidos, a fim de rastrear os recursos que Arthur Soares possui em nome de outras pessoas nesses países. Há provas documentais de que a Matlock pertence a Arthur e transferiu para contas de Diack.

O empresário Arthur Soares, apontado como a pessoa que teria bancado inicialmente a compra de votos, pode não ser o único do setor privado a atuar.

Nuzman está na sede da PF no Rio e terá que explicar a origem do dinheiro encontrado em sua casa.

Segundo a investigação, que ocorre em parceria com o Ministério Público da França, o dinheiro usado na compra dos jurados era mantido no exterior pela dupla, que devia ao ex-governador Sérgio Cabral.

A procuradora não soube precisar mais detalhes sobre o depósito de Tóquio, pois a investigação brasileira é um braço da ação internacional. Em 2009, por exemplo, foi em uma sessão que o COI escolheu o Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de Verão. A defesa de Nuzman afirma que durante o depoimento "foi esclarecido e reiterado que toda a jornada da Olimpíada no Rio foi conduzida dentro da lei". Meses depois, segundo contou Maleson aos investigadores franceses, Reis deu a entender que algum dinheiro havia sido pago.

O empresário Arthur César de Menezes Soares Filho (foto em destaque), que teve a prisão decretada nesta terça-feira (5/9), multiplicou seu patrimônio ao longo da gestão Sérgio Cabral (PMDB) à frente do governo do Rio de Janeiro. Seu advogado, Sergio Mazzillo, declarou que nada foi feito de errado por parte do cartola durante a campanha que elegeu o Rio de Janeiro em 2009.

"Não há fortes indícios de nada". Sua referência é o escândalo de corrupção vivido pelo COI no final dos anos 90, quando descobriu-se que a cidade norte-americana comprou votos para sediar os Jogos de Inverno de 2002.

Em troca, porém, essas empresas teriam recebido garantias de que seriam recompensadas com importantes contratos para as obras do parque olímpicos, de infra-estrutura e da remodelação de parte da cidade. Durante o período em que a presidiu, de 1975 a 1995, a entidade formou a base para os vários títulos da seleção brasileira de vôlei.

Uma fonte COB simplesmente disse que "tudo é normal até agora" e que Nuzman "permanecerá no cargo até dezembro de 2020".