Sobe para 61 o número de mortos causados pelo sismo no México

AFP-->        AFP

AFP--> AFP

A Secretaria da Marinha emitiu um alerta na região por risco de tsunami.

Ao menos 58 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas em um potente terremoto que sacudiu nesta sexta-feira o sul do México, o "maior registrado" no país nos últimos 100 anos.

"50 milhões de pessoas sentiram este sismo".

Um alerta de possíveis ondas gigantes de até 4 metros de altura chegou a ser ativado para México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras e Equador. Várias ilhas do Pacífico e também países da Ásia e Oceania, como Indonésia, Japão, China; Austrália e Nova Zelândia também podem ser afetados com ondas menores.

Conforme os especialistas, o epicentro do terremoto no México foi localizado a uma profundidade de 33 quilômetros e 119 quilômetros de Tres Picos.

Após o terremoto principal, houve mais de 60 réplicas na mesma região. A maior forte delas foi de magnitude 6,1.

O tremor, de 8,2 graus na escala Richter, deixou até o momento um saldo de 37 mortos no sul do país, sendo 25 em Oaxaca, nove em Chiapas e três em Tabasco.

O governador de Oaxaca explicou que a prioridade das autoridades é garantir que todas as pessoas vivas sob os escombros sejam resgatadas.

Dias depois estava marcado um simulacro na capital mexicana para a população saber como enfrentar um sismo de magnitude 8 na escala de Richter. Muitos mexicanos foram despertados da cama pelo terremoto e evacuaram os seus estreitos prédios de apartamentos de pijama e pés de meia. O sismo, que se verificou pouco antes da meia-noite de quinta-feira, foi tão forte que provocou abalos violentos em edifícios da capital mexicana, situada a mais de mil quilómetros.

Katia tocou a terra no norte de Tecolutla, México, com ventos firmes de 120 km/h, informou um boletim das 03H00 GMT (24H00 Brasília) do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC).

As autoridades alertaram para a possibilidade de um tremor secundário superior a 7 graus nas próximas horas. A população ainda não esqueceu o sismo de magnitude 8,1 que, a 19 de setembro de 1985, fez mais de dez mil mortos. "Ficámos sem nada. Não temos poupanças nenhumas", lamentava-se Dalia Vasquez, uma cozinheira de 55 anos cuja casa foi muito danificada pelo abalo. Ele ressaltou que o último terremoto de magnitude similar ao da noite de ontem aconteceu em 1932.