Trump e presidente chinês ao telefone sobre Coreia do Norte

Pessoas assistem reportagem sobre teste de bomba de hidrogênio da Coreia do Norte em estação de trem em Seul Coreia do Sul 03/09/2017 Han Jong-Chan  Yonhap  via REUTERS

Pessoas assistem reportagem sobre teste de bomba de hidrogênio da Coreia do Norte em estação de trem em Seul Coreia do Sul 03/09/2017 Han Jong-Chan Yonhap via REUTERS

"É inevitável? Nada é inevitável", afirmou Trump em coletiva de imprensa na Casa Branca junto ao emir do Kuwait, o xeque Sabah al-Ahmad Al-Sabah.

A Rússia pode apoiar um projeto de resolução sobre a Coreia do Norte, apresentado pelos Estados Unidos ao Conselho de Segurança da ONU, se o documento estipular a cessação dos testes nucleares de Pyongyang, afirmou à Sputnik o vice-chefe do Comitê de Assuntos de Relações Exteriores da Rússia, Alexei Chepa neste sábado. Nunca foi visto em forma oficial em nenhum país estrangeiro e só se descobriu sobre seu casamento com Ri Sol-ju em julho de 2012.

O presidente acrescentou que se os EUA forem obrigados a usar a força militar, "seria um dia muito triste para a Coreia do Norte".

Por sua parte, o secretário de Defesa, James Mattis, prometeu uma "grande resposta militar" perante "qualquer ameaça" da Coreia do Norte aos territórios do país, incluindo a ilha de Guam, ou a seus aliados. A Rússia emprega cerca de 35 mil trabalhadores procedentes da Coreia do Norte. Segundo o guião, a este período segue-se um novo desenvolvimento espantoso, que faz regressar tudo ao início. Kim Jong-un não tem o perfil do seu pai e predecessor, Kim Jong-il, mas o mais relevante dado novo é que o país mudou bastante na última década: cresceu em capacidade nuclear, a legitimidade do Estado reforçou-se, a economia é robusta e até permite o aparecimento de empresas numa pequena economia de mercado. No fim de semana, a ditadura comunista de Kim Jong-un realizou um novo teste nuclear, desta vez com o que se acredita ser uma bomba de hidrogênio, ainda mais potente que os artefatos baseados na fissão de urânio. Com a posse do novo presidente norte-americano, Donald Trump, a retórica bélica entre as duas partes avançou num nível bem mais elevado. Como argumenta o antigo diplomata americano Joseph DeThomas, no think-tank 38 North, os castigos económicos à Coreia do Norte podem mais facilmente espoletar uma guerra do que propriamente a dissuasão. E a situação económica, com alguma liberalização, só tem melhorado nos últimos anos.

A recepção foi realizada na ocasião do 69º aniversário da fundação da Coreia do Norte, celebrada em 9 de setembro.