Furacão Irma perde força e é rebaixado para a categoria 1

Com ventos de 215 km  hora furacão Irma ameaça Caraíbas e Florida

Com ventos de 215 km hora furacão Irma ameaça Caraíbas e Florida

Pelo menos quatro pessoas morreram em quatro ilhas diferentes por causa do Irma, que os meteorologistas descreveram como uma tempestade de categoria 5 "potencialmente catastrófica", a maior classificação dos EUA para furacões. Muitos centros de acolhimento nos condados de Miami-Dade e Broward, na Florida, tiveram de fechar portas na sexta-feira depois de terem atingido a capacidade máxima. Espera-se que tal aconteça na madrugada de hoje para domingo. A Agência Federal de Gestão de Emergências (Fema) dos Estados Unidos advertiu que nenhum lugar dessa região está seguro perante o potente furacão. À tarde, deverá seguir ao longo da costa sudoeste do estado. No seu caminho estão Porto Rico, República Dominicana, Haiti, Cuba e o estado norte-americano da Florida, que deverá ser atingido no fim de semana.

Apesar de Miami não estar na rota direta do furacão, a cidade enfrenta fortes ventos e chuva.

O furacão Irma, que arrasa o Caribe com uma intensidade "sem precedentes", provocou milionárias perdas em várias das ilhas afetadas e um balanço de vítimas que ainda é incerto. Aqueles que permaneceram no local contaram à CNN que esta experiência não é nada parecida com nada do que já viveram até agora.

A aproximação do Irmã pôs mais de dez países caribenhos e estados americanos em alerta, incluindo localidades que ainda se recuperam da recente passagem da tempestade tropical Harvey, que deixou 66 mortes confirmadas e prejuízos cuja estimativa média chega a US$ 130 bilhões (mais de R$ 405 bilhões) no Sul dos Estados Unidos.

O Irma tocou terra no arquipélago de Camagüey, no norte de Cuba, na noite de sexta-feira, com ventos máximos de 260 quilómetros por hora, segundo o NHC. Também não há electricidade em muitas zonas da costa norte e o Governo admite que os estragos serão muito avultados, sobretudo nas estâncias turísticas construídas nos últimos anos nas ilhas ao largo da costa - uma das grandes fontes de receita para o país. Suas rajadas violentas e chuvas intensas deixaram até agora ao menos 18 mortos em sua passagem pelo Caribe.

A empresa disse esperar que milhões de pessoas fiquem sem energia, com algumas áreas a sofrerem cortes prolongados.

As autoridades francesas estimam os danos em mais de 1,2 mil milhões de euros e as autoridades holandesas estimam que 70% das habitações ficaram bastante danificadas ou foram destruídas, deixando muitos dos 40 mil residentes dependentes de abrigos públicos, quando se preparam para a chegada do furacão José.