ONU considera novas sanções contra a Coreia do Norte

MANDEL NGAN

MANDEL NGAN

O texto, que tornar-se-á definitivo após uma votação esta segunda-feira a pedido dos Estados Unidos, prevê um embargo "progressivo" sobre o petróleo destinado a Pyongyang - e não total e imediato como estipulava o primeiro projeto de resolução norte-americano - e também a proibição de importação por parte dos Estados-membros das Nações Unidas de têxteis norte-coreanos.

Diante da oposição da Rússia e da China, o governo dos Estados Unidos também aceitou não congelar os bens do líder norte-coreano, Kim Jong-Un, e suavizou sua posição sobre os trabalhadores norte-coreanos expatriados e a inspeção à força dos navios suspeitos de transportar cargas proibidas pelas resoluções da ONU.

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros defendeu já esta segunda-feira que o processo de desnuclearização da Península da Coreia deve ser atingido através de meios pacíficos e diplomáticos.

A Coreia do Norte realizou, em 3 de Setembro, o seu sexto ensaio nuclear, que disse ter-se tratado de uma bomba de hidrogénio, ou bomba H miniaturizada, apta a ser colocada num míssil balístico intercontinental (ICBM).

Em Julho, aquele país asiático já tinha realizado dois disparos de ICBM.

Estas atividades nucleares e balísticas violam as resoluções das Nações Unidas, que já infligiram várias sanções a Pyongyang.

"As medidas que serão tomadas causarão aos Estados Unidos o maior sofrimento e dor em toda a sua história", refere a nota, adiantando que "O mundo será testemunha de como a Coreia do Norte domina os 'gangsters' americanos, lançando uma série de ações que serão mais duras do que jamais imaginaram".

"Caso os Estados Unidos por fim estabeleçam a ilegal e ilegítima 'resolução' de sanções mais fortes, a Coreia do Norte garantirá com certeza absoluta que os Estados Unidos paguem o devido preço", disse o porta-voz, em comunicado divulgado pela agência de notícias oficial norte-coreana, KCNA.