Tratamento à minoria muçulmana rohingya aparenta "limpeza étnica" — Birmânia

Venezuela Podem ter sido cometidos

Venezuela Podem ter sido cometidos"crimes contra a humanidade

O Conselho dos Direitos do Homem realiza desde 24 de março "uma missão internacional independente" para investigar os factos que envolvem membros do Exército e a minoria muçulmana dos Rohingyas, mas a Brimânia não autorizou os especialistas a deslocarem-se ao país.

Falando na abertura da sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra nesta segunda-feira (11), alto-comissário da ONU para o tema, Zeid Ra'ad Al Hussein, alertou que a corrupção viola os direitos de milhões de pessoas em todo o mundo, "roubando-as do que deveriam ser bens comuns e privando-as de direitos fundamentais, como saúde, educação ou acesso igualitário à justiça".

Falando perante o Comité dos Direitos Humanos da ONU, Zeid informou que a investigação que levou a cabo "aponta para a possibilidade de terem sido cometidos crimes contra a humanidade na Venezuela", mas adiantou, em declarações citadas pela agência Reuters, que estes só poderão "ser confirmados por via de uma investigação criminal".

A minoria Rohingyas é tratada como estrangeiros, apesar de muitos viverem no país durante várias gerações.

Os ataques dos rebeldes contra a polícia desencadearam uma nova repressão por parte do Exército. "Por isso, insisto em que seja reconfigurado com o apoio e o envolvimento da comunidade internacional", comentou Zeid.

Ele disse que vários relatórios e imagens de satélite transmitidos por fontes na região para a ONU mostram como forças de segurança e milícias locais birmanes queimaram aldeias muçulmanas e relatórios constantes de execuções extrajudiciais. Segundo dados oficiais, centenas de pessoas morreram.

Mais de 313 mil rohingyas já fugiram de Myanmar para o Bangladesh desde o início dos confrontos entre as forças armadas birmanesas e a mílicia rohingya no final de agosto, sobrelotando os dois campos de refugiados em Cox Bazar, no sudeste do Bangladesh.

O governo do Bangladesh assinalou que, segundo "informações extraoficiais", mais de 3.000 rohingya foram mortos na ofensiva militar no estado de Rakhine, desencadeada após o assalto a postos policiais lançado por um grupo de rebeldes muçulmanos.

O alto comissário exortou o governo birmanês a acabar com suas atuais operações militares cruéis e a sua discriminação contra a população Rohingya.

No domingo, Mianmar rejeitou um cessar-fogo decretado pelo Exército de Salvação Arakan para permitir a entrega de ajuda a milhares de deslocados e famintos no norte de Rakhine, afirmando simplesmente que não negocia com terroristas.