Acabou a batalha legal entre um fotógrafo e um macaco

Macaco Naruto

Macaco Naruto"roubou o material a Slater e tirou esta"selfie. O tribunal atribuiu os direitos de imagem ao fotógrafo

Naruto, o macaco deste caso, pertence a esta espécie de macacos-de-crista que é endémica da Indonésia e que corre risco de extinção. Ora, a organização de defesa de animais "Peta" contestou os direitos de autor do fotógrafo, alegando que estava a apoderar-se do trabalho de outrem, pelo menos tão indevidamente como esse outrem se tinha apoderado - temporariamente - da sua câmara. Já o fotógrafo defendeu que, uma vez que é um macaco, Naruto não tem direitos de autor. A disputa pelos direitos autorais abrangia um conjunto de fotografias, que incluem a famosa selfie do macaco, utilizada inúmeras vezes por meios de comunicação e nas redes sociais.

Ambas as partes concordaram em encerrar o litígio num tribunal de apelação.

Terminou uma das improváveis ações judiciais dos últimos anos. E ganhou na primeira instância, em São Francisco.

Os advogados de Slater se recusaram a dizer quanto dinheiro a foto gerou até o momento ou se o foógrafo vai ficar com os 75% restantes dos rendimentos futuros das imagens.

A justiça norte-americana decidiu em favor de David Slater, em Janeiro de 2016, mas a PETA recorreu.

No processo em nome do animal iniciado pela Peta, a organização requeria o controle financeiro das imagens em benefício do macaco. Nas audiências, a PETA acusou-o de ter violado os direitos de autor do macaco Naruto.

Por sua vez, o fotógrafo argumentou que os direitos autorais das imagens cabiam a sua empresa, a Wildlife Personalities.

Em 2011, o premiado fotógrafo David Slater visitava um parque nacional na Indonésia quando uma fêmea de um grupo de macacos-pretos se aproximou e, ao interagir com a câmera fotográfica, acabou registrando um autorretrato.