Ex-preparador de Senna, Nuno Cobra é preso por abuso sexual

Ex-preparador de Ayrton Senna Nuno Cobra é preso por abuso sexual

Ex-preparador de Ayrton Senna Nuno Cobra é preso por abuso sexual

O ex-preparador físico de Ayrton Senna, Nuno Cobra, de 79 anos, foi preso preventivamente por violação sexual de forma reiterada e está na sede da Polícia Federal de São Paulo. A violação sexual teria sido durante um voo, contra uma garota de 21 anos.

A juíza federal Raecler Baldresca, da 3ª Vara Federal Criminal de São Paulo, autora da decisão que mandou prender Cobra, manifestou-se sobre os dois casos na mesma sentença.

Após a nota, uma outra vítima se apresentou à procuradora Ana Carolina Previtalli Nascimento, do Ministério Público Federal, para contar que também havia sido vítima do profissional. Referindo-se ao caso de 2015, a magistrada condenou Cobra a três anos e nove meses de prisão, em regime inicial aberto, a qual foi substituída por prestação de serviços à comunidade e multa. Ele também foi obrigado a pagar 1 salário mínimo mensal a uma instituição.

Segundo a juiza, no último dia 24 de agosto, após uma entrevista, Nuno Cobra segurou nas nádegas de uma jornalista e esfregou seu órgão sexual, na presença de outros profissionais de imprensa. Diante disso o MPF requereu sua prisão preventiva, que foi prontamente deferida pela juíza. Por este caso, agora, devido à nova ocorrência, ele foi condenado em 6 de setembro por violação sexual mediante fraude - o ato libidinoso que se utiliza de meios em que a vítima não consegue se defender.

Como ocorreu em espaço aéreo, a ação ficou com a Justiça Federal. Ainda de acordo com o MPF, Cobra disse ao colega de bancada da mulher que era assim que se abraçava uma pessoa.

Cobra se formou na Escola de Educação Física de São Carlos e fez pós-graduação pela Universidade de São Paulo (USP).

Segundo depoimentos, o preparador físico teria sentado-se ao lado da vítima em um avião entre São Paulo e Curitiba e começou a conversar com ela, dizendo que trabalhava com corpo e manipulação de energias. Além de Ayrton Senna, na década de 1990 ele foi instrutor dos pilotos Christian Fittipaldi, Rubens Barrichello, Mika Hakkinen, entre outros esportistas. "Enquanto tocava a passageira, o homem dizia que o formato do corpo da vítima lhe despertava pontos energéticos que não sentia havia muito tempo", diz o MPF.

No fim da decolagem, a vítima escapou do agressor, se levantou e correu até a equipe de bordo. Ao descer do avião, no Aeroporto de Congonhas, relatou o caso à Polícia Federal, e o Ministério Público Federal assumiu o caso. Para configurar estupro, deve haver violência ou grave ameaça para a prática do ato libidinoso.