Exposição cancelada pelo Santander Cultural, em Porto Alegre, pode chegar a BH

Exposição estava em cartaz desde a metade de agosto no Santander Cultural

Exposição estava em cartaz desde a metade de agosto no Santander Cultural

Após o cancelamento, foi criado no Facebook um evento de apoio á exposição intitulado Ato pela liberdade de expressão artística e contra a LGBTfobia. Na época em que a exposição foi anunciada, o Santander informava que "valoriza a diversidade e investe em sua unidade de cultura no Sul do País para que ela seja contemporânea, plural e criativa".

Para Fidelis, o fechamento da mostra foi "uma atitude arbitrária".

"Essa decisão foi unilateral do Santander".

Depois de inflamar as redes sociais por diversos grupos, inclusive parte da comunidade LGBT, que declararam que as imagens de perversão promovidas naquelas imagens não são parte do pensamento do grupo, sendo seguidos por pessoas de diversas, quando viram imagens de figuras consideradas santas, como de Cristo sendo substituído por um macaco no colo de sua mãe, e hóstias escritas com palavras " baixas", e por diversas outras pessoas que não são ligados à nenhum dos grupos citados que questionam como pode se encontrar arte dentro de imagens tão absurdas, talvez até criminosas. Não havia essa indicação para os visitantes da mostra.

A exposição contava com mais de 270 obras, entre pintura, gravuras, fotografias, vídeos, colagens, escultura e cerêmicas de nomes como Alfredo Volpi, Adriana Varejão, Cândido Portinari, Ligia Clark, Clóvis Graciano, entre outros.

Os promotores Denise Villela e Julio Almeida, do Ministério Público, compareceram à exposição do Santander Cultural nesta segunda-feira (11), um dia após o encerramento da mostra.

Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu - Cartografias da diferença na Arte Brasileira, inaugurada em agosto no Santander Cultural. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.

Eles se posicionaram sobre o assunto por meio de uma nota que dizia que a finalidade do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão.

"Em nota, a instituição afirmou reconhecer que as obras presentes "desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas", o que "não está em linh" com a visão de mundo da empresa. "Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana", acrescenta.