IBGE: estabilidade no varejo é pontual e esperada após três avanços seguidos

Eduardo Knapp  Folhapress

Eduardo Knapp Folhapress

Esse foi o quinto crescimento mensal das vendas no ano e o segundo consecutivo, evidenciando, assim, um lento mas claro processo de recuperação do volume de vendas em 2017.

A estimativa de agosto de 2017 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 240,9 milhões de toneladas, com alta de 30,4% (ou 56,2 milhões de toneladas) em relação a 2016 (184,7 milhões de toneladas), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, houve equilíbrio entre resultados positivos e negativos nos oito segmentos que compõem o comércio varejista.

O setor de combustíveis e lubrificantes registrou queda (-1,6%) na mesma comparação, como também artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%) e artigos de uso pessoal e doméstico (-0,2%).

Na comparação com o mesmo mês em 2016, o crescimento foi de 3,1%, puxado principalmente pelo crescimento positivo nas áreas de tecidos, vestuário e calçados (15,5%) e móveis e eletrodomésticos (12,7%). Tecidos, vestuário, calçados ( 0,3%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,4%).

Na média móvel trimestral, a alta foi de 0,4%; comparado com junho, a pesquisa mostrou estabilidade nas vendas.

Já a receita nominal do varejo ampliado ficou estável na passagem de junho para julho, mas avançaram 3,7% em relação a julho de 2016. Neste período, as vendas do comércio acumularam alta de 2,2%.

"As famílias reduziram o consumo do tipo de atividade que não é essencial". Segundo a gerente, foram dois meses em que o combustível teve ganho de 2% e agora acomodou um pouco as vendas. "Não [tem relação]. Os preços dos combustíveis estão em queda". Apesar da conjuntura econômica favorecer alguns aspectos, não se pode assegurar que o varejo deixou o fundo do poço para trás. "Ela significa que os trabalhadores têm menos benefícios".

Mediante tais dados, a CNC a revisou suas expectativas para o varejo ampliado em 2017, de +1,8% para +2,2%. A mudança ocorre após a divulgação, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC). A entidade entende que, além da percepção de que fundamentos importantes reativos às condições de consumo (como inflação baixa e taxas de juros em queda) deverão continuar contribuindo de forma positiva para a reação das vendas no curto prazo, para o setor será fundamental a recuperação do mercado de trabalho na segunda metade do ano.