Joesley Batista e Ricardo Saud são levados a Brasília pela Polícia Federal

Show ex procurador da rep blica marcello miller

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Joesley e Saud se entregaram à Polícia Federal na tarde de domingo, em São Paulo.

As novas conversas, que resultaram nos pedidos de prisões, de Joesley Batista, Ricardo Saud e Marcello Miller foram gravadas no dia 17 de março.

Temendo a ordem de prisão, a defesa de Joesley e Saud pediu ao STF para ser ouvida por Fachin, antes da decisão do ministro.

Em nota, Janot confirmou o encontro com o advogado, mas disse que trataram apenas de "amenidades" e nenhum assunto de "natureza profissional": "Acerca da nota publicada pelo site O Antagonista, a Procuradoria-Geral da República esclarece que o procurador-geral da República frequenta o local rotineiramente".

Agentes da Polícia Federal estiveram no apartamento do ex-procurador da República Marcello Miller, na Lagoa, zona Sul do Rio, na manhã de ontem, para cumprir mandado de busca e apreensão. Saud revelou ter gravado Cardozo e que Miller disse que ele "pararia na cadeia" se isso fosse verdade. Segundo o empresário, Miller fez esclarecimentos sobre procedimentos para colaboração premiada; como se faz, o procedimento, se funciona ou não.

Conversa gravadaEm conversa entregue pela própria defesa da JBS, Saud e Joesley conversam sobre a suposta interferência de Miller para ajudar nas tratativas de delação premiada. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos. Joesley também disse que a menção aos "cinco ministros do Supremo na mão dele foi elucubração de dois bêbados em casa e sozinhos". O advogado dos executivos, Pierpaolo Cruz Bottini, também colocou os passaportes dos dois à disposição da Justiça.

O Planalto afirmou que "o depoimento do senhor Joesley Batista mostra que ele mente mais uma vez". A assessoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi contatada e não respondeu sobre as citações até a conclusão desta edição.

"Há indícios de má-fé por parte dos colaboradores ao deixarem de narrar, no momento da celebração do acordo, que estavam sendo orientados por Marcello Miller, que ainda estava no exercício do cargo, a respeito de como proceder quando das negociações, inclusive no que diz respeito a auxílio prestado para manipular fatos e provas, filtrar informações e ajustar depoimentos", escreveu Janot.