PF acha indícios de organização criminosa com Temer e Geddel

O presidente Michel Temer ao lado do ex-ministro Geddel Vieira Lima

O presidente Michel Temer ao lado do ex-ministro Geddel Vieira Lima

São implicados ainda os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral) e os ex-deputados Eduardo Cunha (RJ), Geddel Vieira Lima (BA) e Henrique Eduardo Alves (RN) - os três últimos presos.

Segundo a reportagem, a PF disse que o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e o presidente Temer tinham hierarquia semelhante no grupo, mas "Temer tinha a função de conferir oficialidade aos atos que viabilizam as tratativas acertadas por Eduardo Cunha, dando aparente legalidade e legitimidade em atos que interessam ao grupo".

Os recursos eram arrecadados por meio da indicação para cargos estratégicos, da negociação com empresários beneficiados pelo Governo e, também, por meio de doações eleitorais, diz o relatório.

O documento foi encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (11) pela Polícia Federal.

O marqueteiro de Temer, Elsinho Mouco, é um dos que defendem a declaração pública, segundo informações do blog da Andréia Sadi, do portal G1.

Uma eventual suspensão da nova denúncia contra Temer é considerada um tema mais delicado e complexo, visto por integrantes do tribunal como uma potencial intervenção do STF na prerrogativa de a Procuradoria-Geral da República apresentar uma acusação formal contra o presidente. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito.

QUADRILHÕES. Para Janot, a organização criminosa por políticos formada para atuar na administração pública é composta por integrantes do PP, PT, PMDB do Senado e PMDB da Câmara. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. O partido afirmou que toda sua arrecadação é legal, declarada e foi aprovada pela Justiça Eleitoral.

Considerado operador de propinas do PMDB, Lúcio Funaro também foi citado no relatório. Vazamentos seletivos! O que não é novidade, durante a batalha que acontece desde o TROMBONE DO ROBERTO JEFFERSON DO PTB! Temer será denunciado ao lado de seu grupo de aliados.

Conforme o Estado de S. Paulo, os 31,5 milhões de reais supostamente recebidos pelo peemedebista teriam se dividido entre os 500.000 reais entregues ao ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures por um executivo da JBS, os 10 milhões de reais que a Odebrecht teria pago a campanhas do PMDB a pedido de Temer, 20 milhões de reais referentes ao contrato PAC SMS da diretoria Internacional da Petrobras, feudo do partido na estatal, e 1 milhão de reais que teria sido entregue ao coronal aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, amigo de longa data de Michel Temer. Portanto, ganha força o óbvio revelado nas conversas gravadas desde o início, das quais a população minimamente esclarecida não tem dúvidas sobre a natureza do envolvimento dos personagens citados na reportagem.

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