PF prende Wesley Batista, irmão de Joesley e sócio do grupo JBS

Defesa de Marcello Miller pede ao STF para rejeitar pedido de prisão

Defesa de Marcello Miller pede ao STF para rejeitar pedido de prisão

Joesley Batista e Saud embarcaram no início da tarde em avião da Polícia Federal no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, rumo à capital federal, onde desembarcaram por volta das 15h30.

As prisões temporárias dos executivos foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que acolheu o pedido feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Em nota, Joesley Batista e Ricardo Saud afirmam que se apresentaram voluntariamente à PF e que não mentiram nem omitiram informações no processo que levou ao acordo de colaboração premiada.

Segundo a PF, eles não vão a Brasilia neste domingo (10). A movimentação ocorre pela operação Acerto de Contas, segunda fase da Tendão de Aquiles.

Janot também fez um pedido de prisão temporária de Miller, mas Fachin negou ao dizer que não são "consistentes" os indícios de que ele tenha sido "cooptado" por organização criminosa.

A prisão preventiva de Wesley Batista, presidente da JBS, é a primeira realizada no Brasil por insider trading. Na ordem de prisão, a alegação é que os dois irmãos "agiram pessoalmente para manipular ações do grupo no mercado".

Segundo a PF, as investigações se dividem em dois acontecimentos.

Essas participações foram compradas por parte da JBS. Com as irregularidades, o mercado era manipulado, fazendo com que os acionistas absorvessem parte do prejuízo gerado pela baixa das ações. O crime está previsto no artigo 27-D da Lei 6.385/76, que regula o mercado de valores mobiliários.

"O Estado brasileiro usa de todos os meios para promover uma vingança contra aqueles que colaboraram com a Justiça", acrescentou.

Nesta segunda-feira (11), agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços dos executivos, na sede da J&F em São Paulo e na casa do ex-procurador da República Marcelo Miller, no Rio de Janeiro.

Segundo os investigadores, os irmãos Batista usaram de informação privilegiada para negociar ações do grupo JBS e investir em dólar antes da delação premiada firmada por eles vir à tona, em maio deste ano. Com informações da Folhapress.