Polícia Federal prende Wesley Batista

Pedido de prisão vem depois de Joesley Batista ter sido ouvido pela PGR

Pedido de prisão vem depois de Joesley Batista ter sido ouvido pela PGR

Na noite de sexta-feira (8), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Edson Fachin, decretou a prisão dos investigados e também decretou a suspensão dos benefícios da delação premiada firmada por ambos. Como se entregou à PF de São Paulo no domingo (10), e ainda não foi transferido para o Distrito Federal, o empresário não comparecerá à oitiva.

Em junho deste ano, a Operação Tendão de Aquiles, ação da PF coordenada com a Comissão de Valores Mobiliários, mirou o uso indevido de informações privilegiadas por parte das empresas JBS S/A/ e FB Participações S/A em transações de mercado financeiro ocorridas entre abril e maio de 2017. O grupo também lucrou com a venda de ações da JBS.

O pedido de prisão de Miller foi feito após a Procuradoria-Geral da República ouvi-los sobre a gravação. A residência do atual advogado foi alvo de mandado de busca e apreensão na manhã desta segunda (11), no Rio.

A compra de dólar na véspera do vazamento dos aúdios da delação premiada levou a empresa a obter ganhos financeiros, já que a cotação da moeda disparou nos dias seguintes à divulgação das conversas.

A Justiça atendeu um pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal encaminhado na terça (12).

O segundo evento é a "intensa compra de contratos de derivativos de dólares" entre 28 de abril e 17 de maio pela JBS, acima da movimentação usual da empresa.

Joesley Batista e Ricardo Saud estão a caminho de Brasília e devem chegar perto das 15h30, de acordo com seus advogados e devem ir ao IML para fazer exames, procedimento padrão.

Segundo a PF, caso sejam responsabilizados, os irmãos Batista podem ser condenados a penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa de até três vezes o valor da vantagem ilícita obtida.

No sábado (9), a defesa dos delatores solicitou audiência com o ministro Fachin, antes de o magistrado decidir sobre a prisão, e colocou os passaportes dos executivos à disposição da Justiça, num esforço para demonstrar que os acusados não iriam fugir do País.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, entendeu que Joesley e o diretor de relações institucionais do grupo, Ricardo Saud, omitiram informações dos investigadores em sua delação premiada, o que quebraria as cláusulas do acordo de colaboração.