Sigilo da delação de Funaro não foi retirado, diz gabinete de Fachin

A jornada é difícil, mas sempre há tempo para Thor, diz Temer em foto com cachorro

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O que Funaro diz sobre Temer na delação?

Funaro é "meio Cunha", porque operava parte de seus negócios.

"O Altair às vezes comentava que tinha que entregar um dinheiro para o Michel". Na delação, ele revela as razões pelas quais foi ao escritório do advogado José Yunes para pegar R$ 1 milhão. O advogado de Temer, Eduardo Carnelós, disse ainda que a liberação dos vídeos constituía "mais um abjeto golpe ao estado democrático de direito".

"É evidente que o criminoso vazamento foi produzido por quem pretende insistir na criação de grave crise política no país, por meio da instauração de ação penal para a qual não há justa causa", diz a defesa de Michel Temer.

Em nota divulgada neste domingo, Carnelós disse que desconhecia que os vídeos estavam divulgados no site da Câmara.

Foi na página da Câmara que a imprensa obteve o material e passou fazer reportagens relatando o conteúdo da delação.

E o que os vídeos estavam fazendo no site da Câmara?

Para a defesa de Temer, o vazamento tem o propósito de constranger parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que vão votar na próxima semana o parecer do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) pelo arquivamento da denúncia apresentada pela PGR contra o presidente Temer.

De acordo com Rodrigo Maia, a Câmara cumpriu expressamente o que foi determinado pelo Supremo.

De fato, o ofício enviado por Cármen Lúcia indicava serem sigilosos apenas os autos de um dos anexos e não os depoimentos de Funaro.

Em nota, a presidência da Câmara disse que "como é possível depreender da leitura das decisões que encaminharam a denúncia e as cópias dos inquéritos à Câmara dos Deputados, não há determinação de restrição de acesso a qualquer parte da documentação".

A assessoria do gabinete do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou neste domingo (15) que o ministro não retirou o sigilo da delação de Lúcio Funaro e que, no entendimento do magistrado, os vídeos dos depoimentos do operador financeiro à Procuradoria Geral da República "não deveriam ter sido divulgados".

E o que diz o presidente da Câmara? Em nota, Maia disse ainda ver com "perplexidade muito grande" ter sido tratado de "forma absurda" pelo advogado, "depois de tudo que fiz pelo presidente, da agenda que construí com ele, de toda defesa que fiz na primeira denúncia".

Os vídeos da delação de Funaro foram divulgados no site da Câmara com documentos relacionados à segunda denúncia contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).