IBGE aponta que 63,7% dos desempregados são pretos ou pardos

Faltou trabalho a 26,8 mi de pessoas no 3º trimestre no país

Faltou trabalho a 26,8 mi de pessoas no 3º trimestre no país

A Bahia lidera o ranking, com uma taxa de subutilização de 40,1%, enquanto o Piauí tem uma taxa de 38,5%.

No segundo trimestre de 2017, a taxa foi de 18,6% e no terceiro trimestre do ano passado, de 16,5%.

No terceiro trimestre de 2017, as maiores taxas foram verificadas na Bahia (30,8%), no Piauí (27,7%), em Sergipe (25,2%), no Maranhão (24,9%) e em Pernambuco (24,5%).

Entre os 13 milhões de desocupados no país no terceiro trimestre, 63,7% eram pretos ou pardos. As menores taxas foram observadas em Santa Catarina (8,8%), Rio Grande do Sul (10,9%) e Paraná (12,0%).

Essa quantidade de trabalhadores cresceu tanto em relação ao trimestre anterior (26,3 milhões) como frente ao terceiro trimestre de 2016 (22,9 milhões). A Região Nordeste, com 14,8%, mesmo decrescendo, permaneceu com a maior taxa de desocupação entre todas as regiões.

Na passagem trimestral de 2017, houve estabilidade no rendimento médio de todas as regiões. Na comparação anual, a taxa ficou estável nas regiões Sul (7,9%) e Centro-Oeste (9,7%). No Rio de Janeiro, segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) do país, a taxa saiu de 15,6% para 14,5%.

Segundo o IBGE, o dado indica que a taxa de desocupação dessa parcela da população ficou em 14,6%, enquanto a população branca ficou em 9,9%. No Nordeste, eram 45,3% e no Sudeste, 35,1%.

Apesar de serem a maioria, o rendimento desta população é muito menor do que o das brancas visto que o rendimento dos trabalhadores negros e mulatos calculado pelo IBGE para aquele período foi 1.531 reais (400 euros), enquanto o dos brancos correspondeu a 2.757 reais (710 euros).

A taxa de desemprego entre pretos e pardos também é bastante superior a de brancos.

A Pnad mostra ainda que, entre os ocupados, 57,3% tinham concluído pelo menos o ensino médio. Em termos regionais, o Norte, com 34,7% e o Nordeste, com 35,7%, concentraram o maior número de pessoas que não chegaram a concluir o ensino fundamental. O mesmo percentual foi verificado entre trabalhadores ambulantes. No segundo trimestre de 2017, no Brasil, essa taxa foi de 18,5%, e no terceiro trimestre de 2016, de 16,8%. A região Nordeste apresentou o menor nível da ocupação (46,6%).